<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477</id><updated>2012-01-04T19:27:17.277-02:00</updated><title type='text'>can't make a sound</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-1372641854970589190</id><published>2011-04-24T17:15:00.000-03:00</published><updated>2011-04-24T17:15:47.056-03:00</updated><title type='text'>And you can never quarantine your past</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;1.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Um dia desses passei pelapraça da minha infância, aquela na qual eu aprendi a jogar futebol e a andar debicicleta e a subir em árvores (coisas que há muito não faço). Não foiintencional, estava andando por aquele bairro (que há muito não frequento), nadireção de outro, e minhas pernas me levaram, desavisadamente, até aquelelugar, que ocupa quase uma quadra inteira, aberto, cheio de árvores e com ochão de areia fofa. Primeiro olhei com os olhos da minha memória e não com osdo rosto, enxergando, dessa forma, a praça do meu passado, conseguindo até mever, miúdo, embalado no balanço. Porém logo a imagem se desfez, numpiscar, quando comecei a enxergar a praça do meu presente. Não que muito tenhamudado, é verdade, fora uma ou outra árvore abatida e as pinturas diferentesdos brinquedos. Mas me saltou aos olhos (os do rosto) a ausência de um dosbrinquedos: o grande avião metálico que se erguia, alto, no meio dos outros.Aquele que, nos meus primeiros anos, eu temia, acuado pelo seu tamanho e alturae estranheza. Mas foi só acumular mais centímetros na fita métrica da porta domeu quarto, ganhar corpo e ousadia, para começar a desbravar os céus da minhaimaginação, sentado no banco do piloto, vendo as outras crianças de cima,fuzilando nazistas e comunistas e os capangas do Coringa, ao lado da garotaloira, que conheci por ali e que sempre me acompanhava nas aventuras aéreas.Agora o avião foi retirado, sabe-se lá porque (ou talvez saiba-se: desde aminha época ele acumulava ferrugem por todos os cantos, talvez tenha caídosozinho, ao sabor do próprio peso) e em seu lugar resta um pronunciado vácuo,um vazio no miolo da praça, denunciando o fim de algo. É provável que ascrianças que agora correm por ali nem suspeitem, felizes em sua infância desorrisos instantâneos despreocupados, mas ao perceber a falta do avião sentioutra falta, correspondente, em mim; um buraco em meu peito empalhado queincomoda desde então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; text-align: justify;"&gt;2.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; text-align: justify;"&gt;Esse vazio me remete a outro, que vejo nesse momento:um daqueles vácuos de fim de festa, quando a massa humana, antes tão unida,começa a se dividir e separar, deixando visível, pela primeira vez na noite, ochão da boate, coberto de copos plásticos e bitucas, grudento (assim como ogosto do álcool que inunda minha boca e provoca minha sede). A fila da porta desaída é imensa, então, cansado, decido sentar em um canto, de ânimosarrefecidos, jogado na poltrona na penumbra, sob a luz branca piscante, atordoante.O ritmo da fila é lento, por isso tenho muito tempo para vegetar na poltrona,pensando na praça e nas sensações agridoces que esse pensamento me traz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; text-align: justify;"&gt;3.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; text-align: justify;"&gt;E, como se fosse um círculo, como se fosse a serpenteque morde a própria cauda, o vazio dessa festa, por sua vez, me remete a outro,de outra festa, há um pouco mais de tempo. Na verdade, a memória dessa outrafesta estava difusa, escanteada na cabeça até este momento. Foi uma festaestranha, organizada por alguns semi-conhecidos e dada num casarão abandonado:um sobrado em estilo espanhol, de pintura branca descascada e decomposiçãoavançada, com suas janelas caídas e portas fora de esquadro. Uma festa moderna,cult, para celebrar nosso vigor em meio à decrepitude de uma casa-túmulo. Vagando,um pouco desorientado (o gosto do álcool, sempre ele) por todos os cômodos dolugar, fui assaltado por um soturno déjà-vu. Por trás da poeira, por entre oforro desfeito, por baixo dos móveis empenados, por através de tudo ali pulsavauma sensação de&amp;nbsp;familiaridade brutal, que me acossou por toda festa edepois, na minha volta pra casa e em minha noite mal-dormida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; text-align: justify;"&gt;4.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12.75pt; text-align: justify;"&gt;Na ocasião não pude perceber, mas agora vejoclaramente da onde derivava essa familiaridade. Sentado na poltrona dessafesta, agora sei que a outra foi dada na casa que foi minha (de meus pais) emmeus primeiros anos. O sobrado onde cresci e corri e aprendi a andar, ondemorei até os meus cinco ou seis anos. A outra festa faz tempo e, dado o estadoda casa naquela ocasião, posso especular que lá já não existe mais nada, asparedes devem ter quedado-se ao sabor do próprio peso, assim como o avião.Assim como eu, caído na poltrona e em mim mesmo, afundado nessas conclusões, meenfiando dentro do buraco de meu peito empalhado, engolindo a mim mesmo,enquanto minha namorada (que conheci há pouco, e que foi por quem eu troquei aanterior, que conhecia há muito, já que era a garota loira) me chama pra ir.Levanto e vou.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #2a2a2a;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-1372641854970589190?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/1372641854970589190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2011/04/and-you-can-never-quarantine-your-past.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1372641854970589190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1372641854970589190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2011/04/and-you-can-never-quarantine-your-past.html' title='And you can never quarantine your past'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-2420226882744911195</id><published>2011-01-20T00:20:00.000-02:00</published><updated>2011-01-20T00:24:40.525-02:00</updated><title type='text'>De Quando Eu Podia Vestir De Flores Teus Cabelos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não é mesmo curioso, para não dizer estranho, que uma palavra jogada de qualquer modo sobre uma mesa, de almoço ou de bar, nos transporte no tempo como se esse não fosse nada e nos coloque numa situação já vivida e já aquietada, já presa numa gaiola de grades grossas que temos aqui dentro em algum lugar, não é mesmo curioso? Uma única palavra, que pode ser falada normalmente ou até mesmo sussurrada entre dentes, uma única palavra ou talvez um único nome, o que é ainda mais poderoso: o nome de alguém que passou e que por passar é passado, não estando mais presente no momento em que seu nome surge à tona de uma conversa banal. Ouvimos esse nome e o mastigamos em nossos ouvidos, talvez demorando ainda um pouco para sermos atingidos, talvez recebendo na hora os efeitos da flechada certeira. A conversa ao redor segue, e talvez já nem envolva mais aquele nome (ou palavra), mas nem prestamos atenção, pois já nos afundamos dentro de nós mesmos, indo até o fundo para catar as conchas das memórias. Os anos começam a correr e a girar ao nosso redor, as folhas arrancadas dos calendários pulam do chão onde foram atiradas e se colam novamente (é como rebobinar uma fita), quando nos damos conta já não se vê a mesa, de almoço ou de bar, nem as pessoas ao seu redor. Vemos aquilo que o nome (ou palavra) nos causou, o momento em que nos causou, talvez uma lembrança banal, mas significativa em cada colorido detalhe. Vemos aquele dia, tanto tempo antes do fim e mais tempo ainda antes de nos lembrarem seu nome, em que ela nos pediu para amarrar seus cabelos numa trança, e enfeitá-los com flores diversas, e nós fizemos, rindo, enquanto olhávamos, no espelho à sua frente, ela rindo também. Surgem de volta mais que as imagens, surgem os cheiros (o perfume dela borrifado pelo quarto), surgem as sensações (o cabelo dela liso e macio entre nossos dedos), surge toda uma vida que já não é mais, e que nós enterramos, conscientemente, não por ser ruim e sim por ser agradável demais. Mas, tão de repente quanto foi construído, esse castelo de memória se desfaz (as folhas do calendário de volta no chão) quando alguém na mesa, talvez a mesma pessoa que disse o nome (ou palavra), no chama e nos diz outra coisa qualquer, um comentário sobre o clima, talvez. Voltamos ao agora e é provável que não voltemos àquela cena enquanto não ouvirmos aquele nome de novo, atirado por sobre outra mesa. Não é mesmo curioso?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-2420226882744911195?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/2420226882744911195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2011/01/de-quando-eu-podia-vestir-de-flores.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2420226882744911195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2420226882744911195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2011/01/de-quando-eu-podia-vestir-de-flores.html' title='De Quando Eu Podia Vestir De Flores Teus Cabelos'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-2700511681881249182</id><published>2010-11-22T20:32:00.002-02:00</published><updated>2010-11-22T20:35:36.244-02:00</updated><title type='text'>Fragmento De Um Fim (De Noite)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nós dançamos. A enormes caixas de som ressoam, no ritmo de alguma dessas músicas pop. Estamos suados e em silêncio, as luzes multicoloridas e piscantes nos envolvem, como uma névoa. Mal conseguimos manter nossos olhos abertos. Ela abaixa a cabeça, que balança ao sabor da música, e enlaça as mãos atrás da minha nuca. Sinto sua pele roçar contra a minha e me pergunto como deixamos as coisas morrerem desse jeito. Não sinto mais nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A música acaba e logo começa outra, que me parece exatamente igual. Acho engraçado não saber o nome de nada que tenha tocado nessa noite. Faz muito tempo que não ouço rádio, mesmo. Tem muitas coisas que não faço há muito tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Digo qualquer coisa inaudível e vou me sentar na mesa, num canto escuro. Tomo um gole da cerveja choca. Então, enquanto acendo mais um cigarro, vejo, com o canto dos olhos, ela se aproximar. Se agacha e põe os lábios colados aos meus ouvidos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Então, o que a gente faz agora?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Sei lá – respondo, segurando o cigarro entre os dentes. – A gente aproveita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Por que a gente muda tanto? – mais uma pergunta, naquele tom de voz único dela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Não saberia te dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- É mesmo uma pena...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ela se senta do meu lado e se cala, sutilmente. Sopro fumaça no ar e fico imaginando mil desenhos formados ali. Olho pro lado e a cabeça dela repousa, dormindo sobre meu ombro. Paz, então, em nós dois. Pena que só na superfície.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Adeus.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-2700511681881249182?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/2700511681881249182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/11/fragmento-de-um-fim-de-noite.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2700511681881249182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2700511681881249182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/11/fragmento-de-um-fim-de-noite.html' title='Fragmento De Um Fim (De Noite)'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-1920440099177313273</id><published>2010-11-09T22:20:00.000-02:00</published><updated>2010-11-09T22:20:12.600-02:00</updated><title type='text'>Viagem À Lugar Algum</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;No último momento desistiu de levarmalas ou qualquer coisa assim, não faria sentido mesmo. Então, com nada mais enada menos que a roupa do corpo e umas moedas tilintantes no bolso, entrou nocarro. Tudo ali fervia, estava estacionado há horas no sol. Girou a chave eouviu os engasgados roncos do motor. Não era um carro novo, mas nunca o tinhadeixado na mão. Passou a mão no câmbio, como quem faz um carinho, e tirou ocarro daquela ruazinha lateral onde o tinha deixado. Dali ele saiu lentamente,para aproveitar a visão da pequena praça ao lado, seus balanços de longascorrentes, seu escorregador multicolorido, suas árvores grandes e caídas,jogando sombra para cima das crianças que brincavam com areia, a deixandoescorrer, grosa, por entre os pequenos dedos, garimpeiros em busca de nada alémde um pouco de diversão. Aquilo lhe tocou, de alguma forma que não podiacalcular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Dobrou uma esquina, pouco metros àfrente, e depois outra, mais adiante, já numa rua movimentada, entrou numagrande avenida, com seus coqueiros imenso se erguendo dos canteiros rasgando océu da manhã, projetando suas folhas contra o azul esmaecido. O carro ia,amassando as grossas folhas do coqueiros que estavam caídas na rua, fazendo umsom oco e alto. Passou pelas rótulas e viadutos, e em pouco tempo saiu dacidade, e ganhou a estrada, aberta, como uma rota infinita, se desnudando a suafrente. Colocou uma música, em volume alto, pra tocar, Bruce Springsteen, BornTo Run, achou que seria adequado, mas desligou o som logo. Não era momento pramúsicas mesmo. Preferia seguir apenas com os sons da sua cabeça, remoendo ossentimentos mais uma vez. A estrada estava surpreendentemente vazia, apenas umaou outra carreta solitária, cortando o asfalto. E ele ia rápido, mas numavelocidade mansa, calma, numa velocidade sem pressa. O vento entrava no carropelas janelas escancaradas e lhe baguçava todo o cabelo. Pisou mais noacelerador, pra deixar o vento mais forte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Uma hora depois, um pouco mais ou umpouco menos, chegou na cidade. Dobrou uma porção de ruas e parou diante docalçadão, diante da praia. Estacionou o carro ali mesmo e desceu, as pernas umpouco adormecidas. Sentada no chão, estava uma garotinha, com seus cinco anos,sentada ao lados dos quiosques fechados, e segurando uma grande balão vermelho.Não parecia perdida, mas estava sozinha. Exatamente como ele. Era loira e tinhaimensos olhos castanhos, que o encaravam. Sorriu pra ela, e, ao passar pertoperto, disse "bonito balão".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Tirou os sapatos e as meias, osdeixou ali mesmo e desceu as escadas que levavam a areia. O lugar estavadeserto, era ele, o dono da praia, o senhor das terras abandonandas, livre parafazer o que quisesse. Foi andando lentamente, parando às vezes para enfiar ospés na areia morna. Parou diante do mar, sentindo na pele a maresia salgada ede um cheiro enjoativo. Dobrou os jeans até um pouco depois dos joelhos e foientrando no mar, a espuma branca, gelada, envolvendo as pernas, o chamando pradentro de si, pra dentro de algo muito maior. E ali na água, seguiu caminhando,foi indo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;No calçadão, a garotinha, que olhavaimpassível, soltou o balão, que subiu aos céus, empurrado pelos ventos, foi aténunca mais.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-1920440099177313273?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/1920440099177313273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/11/viagem-lugar-algum_09.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1920440099177313273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1920440099177313273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/11/viagem-lugar-algum_09.html' title='Viagem À Lugar Algum'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-6469225164699992856</id><published>2010-10-20T01:14:00.000-02:00</published><updated>2010-10-20T01:14:23.110-02:00</updated><title type='text'>Apenas Mudanças</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt; we're fated to pretend&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; MGMT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela muda o corte de cabelo, e o pinta de uma nova cor, mais clara, com algumas luzes. Vai ao shopping, compra roupas novas, arrisca com coisas que não usaria nunca, antes, e muda quase metade do guarda-roupa. Descobre uma cafeteria simpática, começa a frequentar toda semana, as vezes sozinha, as vezes não. Passa a usar alguns colares e pulseiras novas, com miçangas e pedrinhas coloridas, reminiscências de uma feira hippie. Para de fotografar, extermina as pretensões e se contenta com a câmera como hobbie. Faz mais uma nova melhor amiga de infância, troca confidências renovadas, estabelece novos laços de afeto. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele faz uma nova tatuagem, maior que a anterior, mais colorida que a anterior. Troca alguma cadeiras da faculdade, arrisca uma novas, abandona tantas outras. Passa a fumar também quando sóbrio, ao contrário dos hábitos e conceitos anteriores. Apaga, do computador e do Ipod, uma porção de músicas, discos pra nunca mais de ouvir. Em compensação, conhece tantos outros, vira fã de bandas nunca ouvidas antes. Vai a novas festas, alguma nem tão legais assim, mas não consegue mais ficar em casa.&lt;br /&gt;E quando os amigos lhes perguntam “tudo bem?”, sorriem com todos os dentes bem brancos, dizem que sim, que está tudo tranqüilo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mentem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mentimos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-6469225164699992856?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/6469225164699992856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/10/apenas-mudancas.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/6469225164699992856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/6469225164699992856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/10/apenas-mudancas.html' title='Apenas Mudanças'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-1577070053406520279</id><published>2010-09-14T00:32:00.000-03:00</published><updated>2010-09-14T00:32:42.591-03:00</updated><title type='text'>Não Mais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;es tan corto el amor, y es tan largo el olvido&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Pablo Neruda&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então é assim? Depois de tudo, é só isso que resta? Como pode um amor daqueles, um amor grande daquele jeito, um amor devotado em todas as suas mínimas e ínfimas ações, um amor de braços largos, feitos pra abraçar apertado, como pode um amor daqueles ter sido reduzido a esse quase nada? E aí nos esgueiramos, rasgando os joelhos, sangrando a carne, rastejamos por entre os escombros e os minúsculos estilhaços que restaram depois da implosão, procurando loucamente por alguma migalha, por menor que seja. E elas são pequenas sim, mas nos interessam, nos alimentamos dela, com toda a fome do nosso espírito, mas isso não nos sacia, porque é quase nada, e estávamos acostumado com o quase tudo, o quase maior amor do mundo, o quase beijo mais longo do mundo, o quase olhar mais sincero do mundo. A história quase sem final. Quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-1577070053406520279?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/1577070053406520279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/09/nao-mais.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1577070053406520279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1577070053406520279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/09/nao-mais.html' title='Não Mais'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-1991813722265164529</id><published>2010-09-07T21:21:00.002-03:00</published><updated>2010-09-07T21:21:54.069-03:00</updated><title type='text'>Reflexos de Algo Perdido Pelo Caminho</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sente nada agora porque talvez já tenha sofrido demais. Mas amor não é isso mesmo? Algo avassalador, cujo silêncio de sua retirada deixa um vácuo dolorido e uma porção de poemas amargos?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sentado diante dela, empilha cinzas e garrafas sobre a mesa de madeira do velho barzinho. Brinca com o porta-copo colorido, precisa manter as mãos ocupadas, assim como mantém os olhos fugidios, freneticamente vasculhando o ambiente, tudo para evitar o rosto dela.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela fala e fala, não para um só segundo, ele não ouve nem a metade, não para de formular suas teorias, escuta apenas fragmentos do discurso, farpas afiadas naquela voz conhecida, “...acho que a gente fez o certo...”, “...mas eu não to saindo a sério com ele, não é nada demais...”, “...nunca quis te magoar...”, “...eu acho que o amor nunca acaba, sabe...”.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não acaba mesmo, ele pensa. Nunca se extingue em seu próprio fim, sempre segue em frente, se transforma, primeiro em pesar, depois em saudade, em alguns casos vira amizade, em outros ódio. Também há aqueles que acabam em indiferença. E os que acabam dor infinita, enorme e sufocante dor. Mas acabar, não. Afinal, não é sempre amor mesmo que mude?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “É, eu concordo contigo”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Sobre o quê?”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Esse lance do amor nunca acabar”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Mas eu nem tava mais falando disso”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Bom, eu concordo do mesmo jeito”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já não tinham conversado sobre isso antes? Talvez. Já conversaram sobre muitas coisas, algumas tão loucas e tão íntimas que isso constituía uma forma de pacto, uma união através da devotada divisão de pensamentos. Só que esses eram outros tempos. Não havia mais conversas. Apenas enormes blocos de monólogos e enormes blocos de silêncio, intercalados. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Eu tava falando que...”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Eu vou embora”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Como?”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “To cansado, quero dormir. Depois eu te ligo, desculpa.”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Antes de ouvir qualquer outra coisa, levanta e sai. Tem idéia para um novo poema, vai pela rua escura repetindo mentalmente os versos para não esquecer de nenhuma palavra. Não se sente de todo mal. Tristeza tem fim, no final das contas. Se for assim, talvez o amor também, quem sabe? Pode estar errado, como em tantas outras vezes. Precisa reavaliar algumas idéias. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por enquanto segue pensando do mesmo jeito, até o próximo porre ou até a próxima mulher. O que vier antes. Ou que for mais marcante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-1991813722265164529?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/1991813722265164529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/09/reflexos-de-algo-perdido-pelo-caminho.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1991813722265164529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1991813722265164529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/09/reflexos-de-algo-perdido-pelo-caminho.html' title='Reflexos de Algo Perdido Pelo Caminho'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-3274143143789728078</id><published>2010-08-23T11:47:00.000-03:00</published><updated>2010-08-23T11:47:06.828-03:00</updated><title type='text'>União</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cabeça dela no ombro dele. Cabeça dele nas nuvens. Os dois, com os corpos alvos, muito brancos, se misturando com as dunas claras, os dois unidos. Se imaginando num desses oásis tropicais, de tempo quente e vento revolto, eles enfiam os pés na areia fina, enfiam os pés até os calcanhares. Vistos pelas costas, são duas silhuetas escuras, como uma cena filmada em contraluz, dois vultos que se confundem em um só, recortados contra a paisagem do horizonte de mar azul escuro e o sol amarelo bem redondo, que, aos poucos, cai. O clima é de completo silêncio, a morte definitiva de qualquer som ou inquietação, mas isso não os incomoda de forma alguma. Como peças irmãs que vagam eterna e tristemente por um deserto de árida incompreensão, como duas dessas peças que acabam de encaixar uma com a outra, eles se entendem sem sons, as palavras seriam uma tosca formalidade. A mão delicada dela perdida no ar, buscando a mão forte dele, que não tarda a chegar. Eles se completam. Cada espaço vazio existente em um, preenchido pelos excessos do outro. Tudo aquilo tão aguardado, os momentos esperados, finalmente se fazendo verdade, expectativas cumpridas e superadas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E então, a paz. Não algo invasor, não algo visível, apenas e simplesmente a calma de quem sabe estar no lugar que deveria.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-3274143143789728078?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/3274143143789728078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/08/uniao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/3274143143789728078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/3274143143789728078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/08/uniao.html' title='União'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-1032599094698185829</id><published>2010-07-14T23:31:00.001-03:00</published><updated>2010-07-14T23:31:41.917-03:00</updated><title type='text'>Prelúdio</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sento na beirada da cama e acendo um cigarro enquanto ela, deitada, olha para mim. Não posso ver, mas sei que seus olhos estão fixos em mim, como a me atravessar. Ela quer falar alguma coisa, mas eu adio esse momento ao máximo. Suo, apesar de estar frio, apesar da janela aberta que deixa a chuva entrar e encharcar minha camisa no chão. Enfim, a olho, mas não diretamente, ainda, começo a olhar suas pernas, as coxas grossas, fortes, o corpo magro e bem definido, a carne muito branca, as cicatrizes auto-infligidas e as naturais, o cabelo longo e despenteado, a boca carnuda, sempre convidativa, e finalmente os olhos. Os olhos mais tristes que um homem já viu. Olhos estreitos, de uma cor desbotada, como se o acúmulo de lágrimas os tivesse deformado, e mesmo assim possuíam um brilho em seu interior, algo de escondido, no fundo. Eu sempre tive medo de olhar nos seus olhos, sempre parece que ao fazer isso me dá vontade de chorar. E me dá essa vontade agora, de novo. Ela começa a falar, não presto muita atenção, eu sei que ela está só enrolando, preparando o terreno com alguma conversa inocente, esperando o momento certo para dizer o que realmente quer. Ouço sem escutar e, vez em quando, dou uma resposta vaga. A situação me enerva, preciso me mexer, caminhar, mas não o faço, não quero que ela sinta meu nervosismo. Vou até a penteadeira, mexo em alguns frascos, ocupo minhas mãos. Me vejo no espelho. Barba por fazer, cabelo no rosto, olheiras arroxeadas, a inércia. Ela me diz pra olhar em seus olhos. Lá vamos nós, grand finale tão aguardado. Embora me doa, a encaro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela diz que me ama, mas eu não consigo responder. Não é que não queira, mas simplesmente não posso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-1032599094698185829?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/1032599094698185829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/07/preludio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1032599094698185829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1032599094698185829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/07/preludio.html' title='Prelúdio'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-4235130372928180122</id><published>2010-05-28T20:58:00.001-03:00</published><updated>2010-05-28T20:58:02.458-03:00</updated><title type='text'>Ao Redor de Tudo Meu</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como uma espécie de alucinação ela invade meu quarto naquele ponto da madrugada onde a luz parece que nunca vai nascer. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela invade meus sonhos e se mistura aos elefantes de pernas longas e aos peixes que cospem tigres e aos relógios derretidos. Ela invade meus textos, me fazendo escrever sonetos confusos sobre amor e mulheres que já não pertencem a seus homens. Ela invade minhas memórias e acaba se infiltrando em épocas nas quais eu não a conhecia, aparece em lembranças onde não deveria estar, borra tudo, deixa meu passado cheio de desfoques.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mesmo em braços de outras, estando em corpos de outras, a presença dela me sufoca, é próxima demais, sinto suas mãos a me puxar. Por mais que eu tente, e eu tento, buscar afastá-la através de mulheres diferentes, não adianta, ela se mostra um espírito onipresente e cabelos loiros eu acabo por enxergar como pretos, peles escuras se tornam absolutamente pálidas e olhos castanhos, eu os vejo verdes, tudo para moldar quem quer que esteja comigo de forma a lembrar ela e juro que se as chamo pelo nome errado, não é minha culpa, é mais forte que qualquer consciência, é a minha voz criando livre arbítrio para seguir aos domínios dela. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não peço que voltes, não. Não que eu queria viver tudo de novo, que as mãos dela em meus cabelos façam faltam. Não que eu sinta algo ao ouvir sua música favorita. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não que eu tenha saudades.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lá é longe demais, lá onde ela está. Na verdade, nem sei mais onde é, só sei que é onde eu não chego pelos meus pés, como eu chegava antes. Notícias dela não me chegam desde muito tempo e da última conversa eu não iria conseguir lembrar sem muito esforço para isso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por isso não sei explicar o porque dela estar presente em cada acorde que sai do meu violão ou o porque dela ser a protagonista de todos filmes que vejo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sei de muita coisa, mas acho que isso significa algo. Tenho certeza disso. E por agora, enquanto não descobrir o que é esse algo, só me resta saber viver essa ausência presente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-4235130372928180122?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/4235130372928180122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/05/ao-redor-de-tudo-meu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/4235130372928180122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/4235130372928180122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/05/ao-redor-de-tudo-meu.html' title='Ao Redor de Tudo Meu'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-4679358249015060983</id><published>2010-04-08T21:47:00.001-03:00</published><updated>2010-04-08T22:01:37.441-03:00</updated><title type='text'>Como Qualquer Outra Noite</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estamos todos completamente bêbados, sentados lado a lado em uma esquina velha do velho centro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Somos esperançosos, somos jovens, enchemos mesas de garrafas e falamos sobre tudo, não sabendo nada. O céu dá a entender que o Sol não demora a vir, mas não nos abalamos, cruzamos o que resta da noite em busca de qualquer coisa que se esconda no escuro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Temos o peito em brasa, nossas cicatrizes semi-abertas e a boca amarga de álcool e expecatativas, ansiosos por dias que destruam, desintegrem nossa rotina. Conversamos sobre o que foi e o que será, o que poderia ter sido se não fossemos novos demais. Porque ainda somos, embora nos apontem o dedo e nos acusem de adultos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nós bebemos e sentamos no chão, falamos sem parar, rimos e gritamos pra satisfazer algo de selvagem, algo que chora dentro de nós. E se essas ruas sujas, cobertas de copos e latas, de cheiro acre, se essas ruas nos parecem acolhedoras, não é por puro desleixo. Voltamos pra casa sob um sol preguiçoso, ainda fraco, nos abraçando, tropeçando nos pés e cadarços, pensando longe.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E nos decepcionamos e nos desanimamos e fazemos de tudo pra passar rápido essa sucessão de dias inúteis e inertes, onde tudo nos diz nada, onde rastejamos através da horas em busca de um acontecimento para nos agarrarmos, para nos fazer acordar sem essa vontade de dormir de novo. O sangue que faz o coração bater rápido e sem compasso, num ritmo próprio e quebrado, é o sangue que pinga de arranhões externos e internos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nós nos apoiamos nos ombros uns dos outros, nós servimos pra isso. Nós somos amigos. Ainda bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-4679358249015060983?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/4679358249015060983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/04/como-qualquer-outra-noite.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/4679358249015060983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/4679358249015060983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/04/como-qualquer-outra-noite.html' title='Como Qualquer Outra Noite'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-3849342333015841353</id><published>2010-03-26T23:00:00.001-03:00</published><updated>2010-03-26T23:00:45.595-03:00</updated><title type='text'>Outrora</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Comprei um vidro de perfume, igual aquele que usava quando ainda estávamos juntos. Com ele em punho, espalho o aroma forte, quase um cheiro de álcool, pelo ar do quarto. Adentro a nuvem de memória olfativa que se forma, e isso entra pelo nariz, entra pelos poros, vai fundo na cabeça, me lembra de outras paredes, outros lençóis, outras certezas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se não penso na sua face sempre, a imagem vem fácil quando se quer lembrar, quando algo força-e a lembrar. Difícil seria esquecer o rosto de linhas angulosas, marcantes, e com os olhos bem fechados eu poderia pintar um grande quadro, com esse rosto emoldurado por dezenas de cores, imagens abstratas explodindo ao redor, faria isso com essas músicas tristes de sempre tocando ao fundo, talvez escrevendo um verso no retrato, um desses que nós recitávamos juntos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enquanto isso, abro uma daquelas caixinhas com alguns souvenirs sentimentais e guardo o perfume para outra hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-3849342333015841353?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/3849342333015841353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/03/outrora.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/3849342333015841353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/3849342333015841353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/03/outrora.html' title='Outrora'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-1478168337791665547</id><published>2010-02-17T20:55:00.001-02:00</published><updated>2010-02-19T00:46:43.117-02:00</updated><title type='text'>Todo Carnaval Tem Seu Fim</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Amontoando garrafas de cerveja na mesa a sua frente, ele olhava para o meio do salão lotado e animado. Havaianos, cowgirls, homens das cavernas, bailarinas, lado a lado, dançando e cantando músicas tão velhas quanto seus avós, rindo e gritando, e sendo feliz pela simples razão de o ser. Mas o homem da mesa não está feliz, ele não é feliz a dias.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A serpetina colorida, rosa e amarela, enrolada em seu rosto e cabelos chega a ser irônica. Ele a afasta, toma mais um gole. Na multidão de corpos ele divisa apenas duas pessoas, como se fossem as únicas peças coloridas de um quebra-cabeças cinza. Ele divisa apenas ela e o homem que a cerca, um cara que nunca viu antes. Ele é alto, vestido de caipira, tem as mãos ao redor da nuca dela, que não oferece resistência, pelo contrário, parece gostar. "Escroto, que fantasia rídicula, ele nem ao menos é bonito, ela pode conseguir alguém menos pior." pensa o homem da mesa. Já o homem da fantasia só pensa na mulher a sua frente, a mulher que agora beija. Mais um casal no salão que vê a formação de dezenas deles. O homem da mesa vira o seu copo de cerveja em pouco mais de um gole "Eu devia ter ficado em casa, maldita coincidência, mas também, devia imaginar que ela viria, idiota, idiota."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Idiota, porra, porque tu ta te incomodando? Vocês não são mais nada, nada, e tu que fez isso, ela é livre, tu também, levanta e faz algo, tenta viver." Ele terminou com ela faziam já algumas semanas, pouco mais de um mês. Talvez até dois. A situação era insustentável, mas ele pensou bastante antes de tomar a decisão, pensou se valia pena continuar, pensou se valia a pena terminar com algo que já tinha seus 3 anos. "Não, eu fiz certo, eu tinha que ter feito. Se não fosse eu, ela faria mais cedo ou mais tarde, tinha que acontecer logo antes que tudo se fudesse de vez." O fato é que a relação gastou-se como gastavam-se as vozes em brigas sem porque. Ela está agarrada no caipira, dança colada a seu corpo, tem as mãos em seu pescoço. Ainda o beija. "Porque diabos eu ainda olho?"&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Chegou a um ponto em que já não riam. Ele fazia as mesma piadas de sempre, as mesma tiradas irônicas, mas recebia apenas sorrisos frouxos. Iam aos mesmo lugares de sempre, mas agora os odiavam. Ele notou que não havia mais volta quando percebeu que conversa com ela por pura obrigação. Não era um prazer, os assuntos não os interessavam, não davam respostas longas. Trocavam palavras porque o que se espera de um casal de namorados jovens. Também se espera amor, e isso estava rareando cada vez mais... "Eu tenho que levantar, pegar alguém, sei lá, essa porra de cerveja não tá me fazendo bem." A bebida sempre o deixava melancólico. E pelo visto, deixava a ela mais solta, pois só faltava tirar a camisa do caipira em público. O sangue subia a cabeça do homem da mesa, enquanto tudo a sua frente se inundava em confetes. "Isso é ciúmes, vamos admitir. Mas não faz sentindo, não tá certo." &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nesse momento, até mesmo um pouco antes, ele percebeu que sentia falta dela.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tudo bem que o fim tinha sido terrível, uma comédia de erros, um inferno para todos envolvidos. Mas não podia evitar de lembrar certas coisas com doçura. Pequenos momentos de afeto em meio as guerras e brigas e choros e mágoas pareciam ter valido mais do que qualquer coisa. Ele começou a pensar no começo do namoro, quando pensava sempre num modo diferente de dizer "oi" a ela, de quando tinha dezenas de planos para os finais de semana, de quando corriam de mãos dadas na chuva, de toda essa melosidade e afetação que o amor injeta nas rotinas. A bandinha que animava o ambiente agora cantava "Bandeira Branca a plenos pulmões. Não chegou a se arrepender de ter terminado com ela, apesar desse sentimento fazer de tudo pra abrir um espaço e fugir e tomar conta. Mas arrependimento não era com ele.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Levantou da cadeira na qual estava sentado faziam horas, sacudiu o corpo e fechou a conta. Deu uma última olhada pra ela, como imaginava, ainda junto do caipira agora sem chapéu e com a maquiagem de barba completamente borrada. Se virou, e pegou o caminho pra fora do salão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Fica bem guria. Até a próxima."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-1478168337791665547?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/1478168337791665547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/02/todo-carnaval-tem-seu-fim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1478168337791665547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/1478168337791665547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/02/todo-carnaval-tem-seu-fim.html' title='Todo Carnaval Tem Seu Fim'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-6901085434868816563</id><published>2010-01-29T19:08:00.000-02:00</published><updated>2010-01-29T19:08:21.443-02:00</updated><title type='text'>Do Silêncio</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1.ENI%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Clarissa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Oi, oi, sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Reconheceu minha voz?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Ah, eu quis te ligar pra dizer que gostei de ontem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Sabe, aquilo já faz tempinho e...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Um ano e meio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- É, faz tempo. E por isso, e por achar que já nosperdoamos, podemos voltar ao normal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Normal?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- É, normal, tu sabe.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Não sei mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Ah, eu tava...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Olha, a gente não tem nada faz mais de ano, o nosso normalvirou sermos apenas conhecidos. Desculpa falar assim, mas é verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Não me leva a mal mesmo, a gente já foi bem unido, eratudo muito bonito e tudo mais. Mas era, foi, passou. Não vou te dizer que ontemnão foi bom, mas eu nem sei porque fizemos aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Tu não acha que dá pra tentarmos de novo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Sinceramente, não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Mas porque?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Porque a gente fez muita merda. A gente se magoou demais.Eu agi errado contigo, tu agiu comigo. Foi horrível, até parece que tu nãolembra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Vai não age assim, tu sabe que eu to falando a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- É, pode ser, mas tu disse que tava tudo perdoado...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Perdoado sim, esquecido nunca. Cortes cicatrizam, mas nãotem o costume de desaparecer. Tu é um dos caras mais legais que eu conheço, agente pode ser amigo. Certo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Acho que eu ainda te amo Clarissa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O fone fica mudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E a música que enche o ambiente é triste e machuca e tocatão alto quanto possível. Os violinos choram, e só não são tão miseráveisquanto o homem que afunda na poltrona.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O homem que não chora, porque acha estar seco. Mas ele sóacha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-6901085434868816563?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/6901085434868816563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/do-silencio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/6901085434868816563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/6901085434868816563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/do-silencio.html' title='Do Silêncio'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-2240647337634150814</id><published>2010-01-27T03:02:00.002-02:00</published><updated>2010-01-27T03:02:08.824-02:00</updated><title type='text'>Inércia</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///F:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A chuvaentra e encharca todas essas fotos que eu espalhei em cima da cama. Montei essemosaico de momentos nossos achando que fosse ajudar, porque tu sabe, as pessoassó fotografam as horas felizes, então juntei as nossas pra tentar afastar daminha cabeça as horas tristes, as únicas que tem lugar na minha cabeça nosúltimos dias. Começou como uma dessas melancolias noturnas tão comuns (pelomenos a mim), ouvindo algumas músicas tristes que não me deixem pensar que souo único fodido dessa terra. E deus, preciso parar com essa autocomiseração, nãoajuda em nada, mas ela vem e se instala, senta numa grande poltrona no meupeito, fica o tempo que quer. O motivo de me relacionar contigo, te namorar, éporque gosto de ti, porque em teoria tu me tornaria mais feliz e me daria tudoaquilo que todos querem. Mas então porque eu sinto alguma coisa rasgar aquidentro? Porque eu sigo, deixo as coisas assim, se não me sinto nada bem, sefico sozinho, pensando em todos os piores ângulos? Talvez seja porque eu seique se contigo eu sofro, sem ti o sofrimento viraria dor. E eu sou covarde.Pensei em ti ligar, tentar ouvir alguma coisa que me acalme. Mas tenho medo quetu fale algo que piore a situação, ou pior, que tu não diga nada além daquelaconversa padrão, e das declarações mecânicas e decoradas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Precisofazer algo pra sair disso, mas fica pra outro dia. Deixo as fotos se desfazeremna água. Hoje eu durmo no sofá. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-2240647337634150814?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/2240647337634150814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/inercia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2240647337634150814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2240647337634150814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/inercia.html' title='Inércia'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-7860510223378244427</id><published>2010-01-21T22:23:00.000-02:00</published><updated>2010-01-21T22:23:44.340-02:00</updated><title type='text'>Daquilo Que Ficou</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///F:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já fomos um só. Mas o tempo passou e agora voltamos a serdois, cada um com seu respectivo par.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Terminousem motivo, mas sem mágoa. Não brigamos, nós nunca brigamos, nós apenas vimosque tudo que um fazia acabava magoando o outro, e que continuar quando já não émais possível sorrir é besteira, é errado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Nós nos falamos, não como antes,claro, e nem frequentemente, mas com certa regularidade. Ela continua sendo umassunto que me interessa, por vezes sinto uma súbita vontade de ir até otelefone, saber como foi seu dia, o que fez, que pessoas conheceu. Interessedemais, talvez... Mas sabe, não existem segundas intenções, pelo menos nãoconscientes, sou feliz com quem eu vivo agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Eu gosto de, quando não há nadapra fazer (e isso é freqüente), lembrar de tudo que já foi, de coisas que jáfiz em momentos que nunca acontecerão novamente, imortalizados em suasingularidade. Pequenos detalhes que na hora não me interessavam são os quemais brilham nas lembranças, e presentes bobos que recebi me trazem a sensaçãode que me foi dado o mundo. Não sinto falta, não lembro com melancolia, o tempoveio e deixou as memórias meio herméticas. Eu lembro e dou um pequeno sorriso,mas já não consigo me emocionar. Talvez só um pouco, muito pouco, lá no fundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Pouco... É uma palavra que temestado em minha cabeça. Num outro desses dias tediosos pensei e vi que não háninguém que passou por mim, viveu um dia na minha vida, que não tenha deixadoum pouco de si mesmo no ambiente. Alguns deixaram mais que outros, claro.Alguns deixaram apenas o mínimo, quase não se nota. Outros deixaram tanto queparece que sempre tive aquilo, como se fosse uma herança de séculos atrás. Achoque ela foi uma dessas pessoas. Eu seria outra pessoa se não tivesse aconhecido. Mas também seria outra se não tivesse terminado. Melhor, pior? Nãosei, mas tudo se ajeitou, e acho que gostei do resultado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;As coisas vão em frente, a gentese distancia, se aproxima de novo, e cada segundo algo muda em relação aoanterior, e saber disso ajuda a suportar as eventuais e comuns dores e dúvidasque nunca deixam de aparecer. Porque, ao contrário do que a gente gosta deespalhar em nossas poesias adolescentes, a vida é bonita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ou talvez até nem seja, mas valea pena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-7860510223378244427?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/7860510223378244427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/daquilo-que-ficou.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/7860510223378244427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/7860510223378244427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/daquilo-que-ficou.html' title='Daquilo Que Ficou'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-6655251350408831829</id><published>2010-01-06T17:22:00.004-02:00</published><updated>2010-01-06T17:23:07.535-02:00</updated><title type='text'>Carta Para Longe, Para Onde A Vista Não Alcança</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///F:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Porto Alegre, 2 de Abril de 2007&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Oi amor, oque tu anda fazendo? Já fazem algumas semanas desde a última carta, eu ficoapreensivo... Onde tu foi não há telefone, internet, só nos restou o papel. Tufoi pra longe, pra onde eu não posso te alcançar correndo, como fazia antes. Avida aqui segue a mesma, exceto uma coisa, que junto das chuvas e das saudades,é o motivo pelo qual te escrevo agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É possívelque tu não acredites. Eu mesmo não acreditaria se contassem, talvez nem mesmose me mostrassem, é muito além da minha compreensão. Na verdade, essa coisairreal, a tua ausência, essa primavera de flores grandes e coloridas, a saudadeda tua voz, tudo anda contribuindo para que eu me sinta num sonho, do qualpreciso desesperadamente acordar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Essa coisacomeçou faz pouco tempo, uns cinco dias, talvez mais. Não tenho certeza, andoperdido. A primeira vez me assustou de maneira que cheguei a achar que estavadelirando. Mas logo depois aconteceu de novo. E de novo. E de novo. Afreqüência dos acontecimentos venceu meu ceticismo pela exaustão. Aprendi aconviver com o absurdo, e agora toda a vez que uma delas vem, eu paro e ouço oque tem a me dizer. Não acredito em suas palavras, mas acredito que estououvindo-as.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sintovontade de te perguntar se isso já lhe ocorreu. Não, provavelmente não.Certamente não, mas sinto vontade de perguntar mesmo assim. Sinto falta desaber coisas sobre a tua vida, mesmo as mais insignificantes. Acho que vouperguntar a uma delas quando tu volta. Mas elas não devem saber, nem tu sabe...Elas conhecem minhas dores e dúvidas e anseios e acho extremamente curioso meenvolver tanto com essas borboletas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Elascostumam vir no fim da tarde, quando estou sentado no quintal, perto do jardim.Não é comum vir mais de uma por vez, mas isto já ocorreu. O normal (acho insanousar a palavra “normal” quando falo sobre isso) é vir apenas uma delas, de corviva e quase fluorescente, voar em círculo perto da minha cabeça e acabarpousando logo acima da minha orelha. Então ouço uma voz reverbando dentro domeu ouvido, uma voz feminina, mas grave, que fala com um tom ao mesmo tempourgente e sábio. Cada borboleta possui uma voz diferente, embora elas seassemelhem. Eu as deixo monologarem, sem interferir de qualquer modo. Me dãoconselhos. É freqüente me dizerem que tu já não me ama... Como falei, nãoacredito em nada que dizem, mas não deixo de sentir o peito apertar. Não seiporque, afinal são insetos, não há motivos pra me falarem essas coisas, emboraas falem diariamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Guria vemlogo que já não agüento acordar sem tem perspectivas de te ver. Diz-me, profavor, quando tu volta, até gosto de surpresas, mas quero preparar algo pra tuachegada, e também acho que o sofrimento passa mais rápido (embora aindalentamente) se tem data certa para acabar. Ah, ia me esquecendo... fiz umamúsica pra ti um dia desses. Eu gostei dela. As borboletas me falaram que ficouboa, mas que tu não vai querer ouvir. Eu espero que vá. Paro a carta por aqui,apesar de poder escrever livros pra ti, acho cartas longas enfadonhas. Te amo,amor, faria de tudo pra arrancar essa distância que se infiltrou entre nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ansiosamente&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Daquele que teespera...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-6655251350408831829?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/6655251350408831829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/carta-para-longe-para-onde-vista-nao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/6655251350408831829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/6655251350408831829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/carta-para-longe-para-onde-vista-nao.html' title='Carta Para Longe, Para Onde A Vista Não Alcança'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-2864977004596695657</id><published>2010-01-01T23:09:00.005-02:00</published><updated>2010-01-01T23:12:45.716-02:00</updated><title type='text'>Desde Quando Eu Te Amo</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;   &lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;   &lt;m:dispdef&gt;   &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;   &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;   &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;   &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;   &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;   &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;  &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt;&lt;/m:wrapindent&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Tu me pergunta desde quando eu gosto de ti e eu não sei responder, não sei ao certo. Poderia dizer “Desde que te vi” para ser romântico, mas eu estaria mentindo. Poderia inventar alguma resposta inteligente e bonita, citar alguma fala de algum filme independente, desses que a gente gosta porque os personagens parecem conosco. Mas se fizesse isso, não seria sincero. E não gosto de mentir pra ti. Sei que não posso falar a verdade o tempo todo, ninguém pode, mas o faço sempre que possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Desde que tu me perguntou isso, tenho essa dúvida: a partir de que momento tu se tornou peça-chave da minha vida? Mas sabe de uma coisa? Acho que não foi um único momento, uma situação em que a tua imagem batesse forte em mim e se tornasse inesquecível. Eu penso que foram várias delas, que, em sequência, te tornaram parte de mim. Lembro de todas claramente, como poderia esquecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Teve um dia, quando ainda éramos apenas amigos, onde tu me chamou pra sair, passear pela Redenção, olhar as árvores, aproveitar o Sol, conversar, ver gente. Ver um ao outro. Caminhamos por mais de 5 horas, voltamos pra casa no escuro, eu fazendo algumas piadas ruins e tu gargalhando delas. Aquele dia foi importante, mais importante do que nos pareceu na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Houve também aquela vez que tu gravou um CD e meu de presente, a idéia era me mostrar tuas bandas favoritas, tuas músicas favoritas, os sons que tinham a capacidade de falar por ti. Cheguei em casa, coloquei ele no rádio e me senti entrando no teu universo. E foi uma bela surpresa. Belle &amp;amp; Sebastian, Beatles, Smiths, Oasis, Radiohead, Joy Division... Tudo que eu também amava e que falava ao meu peito tanto quanto aos meus ouvidos. Dê uma guitarra pra um britânico triste e ele vai te dar uma obra-prima. Nunca te disse isso, mas esse CD continua dentro do rádio desde aquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A atenção que tu me dava, o jeito doce com o qual  sorria me chamando pra ir no cinema, dar voltas no shopping, a voz decidida, mas meio envergonhada, com a qual tu disse que gostava de mim. E além de tudo isso, muitas outras coisas me levaram a gostar de ti, te tornar importante pra mim. Agora posso te dar uma resposta simples, do jeito que eu gostaria: não sei desde quando gosto de ti. Só sei que gosto. Só sei que te amo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-2864977004596695657?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/2864977004596695657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/desde-quando-eu-te-amo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2864977004596695657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2864977004596695657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2010/01/desde-quando-eu-te-amo.html' title='Desde Quando Eu Te Amo'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-7215561771186504405</id><published>2009-12-23T00:17:00.003-02:00</published><updated>2009-12-23T00:24:59.481-02:00</updated><title type='text'>Here Comes The Sun, Little Darling</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; 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charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;   &lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;   &lt;m:dispdef&gt;   &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;   &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;   &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;   &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;   &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;   &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;  &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt;&lt;/m:wrapindent&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	text-indent:35.45pt;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	text-indent:35.45pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;A cor da qualo Sol fica após um tempestade rápida é linda. As nuvens escuras e pesadas sedissipam, abrindo caminho para um Sol de cor inominável que inunda o céu detons amarelados, alaranjados. É um bela cena pra se admirar, além de ser umametáfora óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre queisso acontece eu pego meus cigarros e sento na minha varanda pra observar, vero amarelo ir devorando os espaços antes ocupados pelo negro das nuvens. O chãocontinua encharcado e ainda vai levar um bom tempo pra secar, deixando aquelecheiro de terra molhada suspenso no ar. Tudo é carregado de uma poesia meioexagerada, o ambiente perfeito para pensar. Eu fico lá, sentado na pedramolhada remoendo as misérias e glórias que estiverem na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico lembrandodos meus últimos meses, de como as coisas viraram depois daquele Reveillon, eujá não sabia nem o que sentir, muito menos o que fazer. Ela foi desaparecendoda minha vida, não aos poucos, mas abruptamente, como frases a lápis sendo apagadaspor uma borracha. Era estranho, meu olhos gostavam de te ver, mas sempre tebuscavam quanto tu não estava lá. Mas já não importa, eu já não conjugo verbosno passado. O tempo passa, ele sempre passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passou,abrindo as minhas nuvens e me mostrando um Sol absurdamente lindo, que iluminaum caminho estreito, ladeado pro flores de todos os tipos, pelo qual eu sigo,meio desconfiado, meio inseguro, mas feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-7215561771186504405?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/7215561771186504405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/12/here-comes-sun-little-darling.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/7215561771186504405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/7215561771186504405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/12/here-comes-sun-little-darling.html' title='Here Comes The Sun, Little Darling'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-3908509939382920565</id><published>2009-11-28T23:33:00.002-02:00</published><updated>2009-12-23T00:26:13.783-02:00</updated><title type='text'>Sem Poder Voltar Atrás</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1.ENI%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;And you can never quarantine the past...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O pior momento foi quando percebeu que era tarde demais para voltar atrás, que o tempo tinha passado de forma implacável e imperdoável, destruindo caminhos que ainda pudessem estar abertos, impossibilitando qualquer chance de redenção. E ele notou isso, de forma dolorosa, quando viu que havia deixado pelo caminho as coisas que tinha feito, a pessoa que tinha sido, e principalmente, a pessoa por quem tinha vivido. Quis juntar as memórias em pequenas caixas e abandoná-las num canto do quarto, mas aprendeu que isso tudo é pessoal demais pra ser suprimido tão facilmente, aprendeu que as lembranças podem ser esquecidas por um tempo, mas voltam como fantasmas incansáveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele tentou apagar todos os vestígios que ela um dia deixou em sua vida. Criou um mundo todo falso, uma realidade diferente onde os dois nunca tinham se conhecido, e assim sendo, nunca feriram os sentimentos uns dos outros. Mas foi apenas uma armadilha para si próprio. Foi pior quando as memórias voltaram. Viu que ambos viraram pessoas diferentes, que haviam passado por grandes mudanças, interiores e exteriores, e estavam mais separados do que nunca. E só aí percebeu que, no fundo, nunca quis isso, e o arrependimento começou a se infiltrar em todos seus pensamentos, envenenando a calma, confundindo tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E para apagar a dor, bebeu. Bebeu de tudo, em todas as horas. Caiu em bares imundos, dormiu no chão cheirando a álcool. Tentou viver de tudo, para ocupar a cabeça. E foi atrás de outras, noite após noite, buscando gurias que se parecessem com aquela que lhe martelava a memória. E as conseguiu, teve muitas delas, mais do que já havia tido até aquele momento. Mas o vazio continuava ali, os braços delas não tinham o mesmo aconchego, o calor delas era diferente, ele não se sentia como deveria. Algumas ele chegou a chamar pelo nome da outra, como se tivesse voltado no tempo. Às vezes elas não percebiam. Às vezes ele levava tapas, mas nem os sentia. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E seguiu assim, pulando de erro em erro, até um dia que acabou se mostrando diferente daquela rotina de desilusão. Ele saiu de casa, foi a festas como sempre, bebeu como sempre, saiu à procura de conforto feminino como sempre. E encontrou ela. Não ‘‘ela’’, mas sim outra guria. Uma que o atraiu de uma forma diferente, que não sentia a tempos. Puxou conversa, se sentiu levado por alguma força a muito desconhecida. E no final da noite, ainda acompanhado pela guria, olhou no fundo dos olhos dela. Azuis e profundos, passavam uma idéia de desamparo, uma certa tristeza. Olhou nos olhos dela e percebeu que se sentia bem pela primeira vez em meses, se sentia completo. E não sentia a menor vontade de chamá-la pelo nome de qualquer outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E então, ele finalmente sorriu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-3908509939382920565?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/3908509939382920565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/sem-poder-voltar-atras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/3908509939382920565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/3908509939382920565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/sem-poder-voltar-atras.html' title='Sem Poder Voltar Atrás'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-5952926750908274613</id><published>2009-11-27T10:53:00.003-02:00</published><updated>2009-12-23T00:28:23.428-02:00</updated><title type='text'>Me Odeie Tanto Quanto Possível</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///F:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Eu lembro cada beijo que eu te dei!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Me odeie. Me odeie como nunca odiou alguém, se esforce pra isso. Me imagine como a pior das criaturas, algo que tu não suporte. Eu quero que tu acorde todos os dias fazendo planos pra destruir a minha vida. Que olhe pra mim e sinta tanta raiva quanto for possível. E eu peço isso porque não agüentaria a indiferença. Se não existe mais amor entre nós, por favor tenha algum sentimento em relação a mim. Se o único possível for ódio, serei feliz por tu pensar em mim, não importa o jeito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Mas indiferença, não, por favor, não me venha com ela. Não quero e não posso e não suportaria virar apenas um rosto largado em fotos esquecidas pelas gavetas. Só um nome largado em meio a tua agenda telefônica, um número desconhecido no celular. Me recuso virar apenas mais uma lembrança vaga, hermética, uma daquelas que não causam nenhuma emoção quando relembradas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;O afeto não é mais possível, e eu tenho uma boa parcela de culpa nisso. Então simplesmente me ache um imbecil, um cretino, um filho-da-puta. Ache de mim o que quiser, mas ache alguma coisa. Lembre meu nome e repita ele dezenas de vezes, com muito ódio na fala, rancor nos olhos. Pare e pense em mim, lembre de tudo e deseje que eu morra. Porque se tu não desejar isso, ou qualquer outra coisa, se eu for um enorme vazio, aí sim, vou morrer de verdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-5952926750908274613?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/5952926750908274613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/me-odeie-tanto-quanto-possivel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/5952926750908274613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/5952926750908274613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/me-odeie-tanto-quanto-possivel.html' title='Me Odeie Tanto Quanto Possível'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-6202359916568192170</id><published>2009-11-21T22:41:00.003-02:00</published><updated>2009-12-23T00:19:05.284-02:00</updated><title type='text'>Chuva, Som e Alguma Fúria</title><content type='html'>Essa cidade, com esse clima, essa chuva rala que cai por alguns minutos, para, recomeça, tudo isso só serve pra colocar os homens mais pra baixo, contornar o que já é escuro. A chuva de gotas pequenas, só serve pra umedecer as calçadas e os pensamentos. As nuvens pesadas, só servem pra enegrecer o céu e os humores. E eu aqui parado na porta aberta, vendo a água cair, me molhando um pouco, me deprimindo um muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro diante a janela e aproveito que ela está embaçada, desenho algumas formas onde só eu vejo sentido. Riscos, formas abstratas, formas furiosas, corações despedaçados, eu sempre gostei de desenhar corações, não sei porque. Um clima desses sempre me põe pra baixo, eu sempre me sinto um merda, reflito sobre os piores lados da minha vida. Olho pra trás e me vejo errando em muita coisa. Eu fudi com tudo. E por covardia, durante a minha vida toda eu nunca agi, eu apenas reajo. As coisas simplesmente acontecem e só aí eu decido o que fazer. Eu não tenho iniciativa, me falta algo pra poder meter o pé na porta, bater no peito, gritar pro mundo o que eu quero, do jeito que quero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos eu joguei coisas foras justamente por isso. Perdi muito por deixar o tempo passar. Não vivi, eu apenas me arrastei pelos dias. Perdi muito por covardia, infantilidade, agora eu vejo isso claramente. E o mais melancólico é tudo isso se foi, não há maneira de voltar atrás. Inês é morta, e acho que um pedaço de mim também. Se ao menos pudesse esquecer a cor daqueles olhos... O pior são as coincidências, elas parecem conspirar contra mim. Eu resolvo olhar bem na hora em que acontecem coisas que eu não gostaria de ver. Entro em lugar no exato momento em que deveria me afastar ao máximo. Tudo que eu poderia querer agora era um ônibus pra me levar pra longe disso tudo, me separar desse amontoado de recordações agridoces (em parte amargas muito maiores que as doces), me dar uma nova chance. Uma chance, a primeira em muito tempo que eu não deixaria passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligo o som do quarto, deixo a música tocar no volume mais alto possível. Violões e letras depressivas, sempre. Deito na cama, olho pro infinito. Eu devia me entreter com algo, mas só consigo pensar e isso piora a minha situação. Toda essa carga de melancolia, o desgaste emocional que vira desgaste físico, é muito forte. Deve ser a maldita chuva fraca, e a noite escura também ajuda nisso. Por isso eu abro meus livros de poesia, passo os olhos por tudo e me detenho em Drummond: "Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo". Não que isso seja uma grande melhora, mas saber que não sou sozinho em minha melancolia ajuda a seguir em frente.Um homem não consegue nada só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a chuva não cansa de recomeçar...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-6202359916568192170?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/6202359916568192170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/chuva-som-e-alguma-furia_9045.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/6202359916568192170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/6202359916568192170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/chuva-som-e-alguma-furia_9045.html' title='Chuva, Som e Alguma Fúria'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-3366264418610720263</id><published>2009-11-17T22:07:00.006-02:00</published><updated>2009-12-23T00:27:37.297-02:00</updated><title type='text'>Para Com Teu Choro</title><content type='html'>Seca essas lágrimas. Limpa o sal desse teu rosto lindo, esquece do que te machuca porque eu vou te levar pra longe disso tudo, de todas essas confusões. Todas essas dúvidas são difíceis, eu sei, mas não consigo te ver sofrer sem deixar de morrer um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquece essa dor, eu vou te pegar pela mão e te levar para ver umas montanhas bem altas, com cumes cheios de neve que parecem rasgar os céus e se misturar com as nuvens. Vou te sentar na grama enquanto a gente vê o céu mudar de cor e o Sol se esconder mansamente por de trás da água, deixando um caminho alaranjado dividindo a paisagem. Vamos abrir novos caminhos e encontrar flores e poemas que nenhum homem jamais sonhou existirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Então te acalma, não fica nervosa e nem ao menos com medo. Eu vou te envolver num abraço sem fim, te apertar forte em meus braços só pra sentir o calor do teu corpo e secar o choro insiste em escapar pelo canto dos teus olhos. Afastar os cabelos do teu rosto, aproximar ele do meu. Não se preocupa, pois eu sempre estive e sempre estarei aqui, mesmo que tu não note...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-3366264418610720263?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/3366264418610720263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/para-com-teu-choro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/3366264418610720263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/3366264418610720263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/para-com-teu-choro.html' title='Para Com Teu Choro'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-4414016423929392952</id><published>2009-11-11T01:11:00.001-02:00</published><updated>2009-12-23T00:19:33.957-02:00</updated><title type='text'>Sobre As Areias</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;&lt;span style="color: #cccccc;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;&lt;span style="color: #cccccc;"&gt;Ooh, the years burn... &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;&lt;span style="color: #cccccc;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-style: normal;"&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;&lt;span style="color: #cccccc;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Camilo acordou cedo como fazia todos os dias. Levantava-se antes do Sol nascer, sentava-se a mesa de pedra de sua cabana e comia algum pedaço do pão que pudesse ali encontrar. Possuía uma rotina mecânica e inquebrável, carregando costumes que aprendeu quando criança e que mesmo a velhice avançada não conseguiu afastar. Sua mãe lhe ensinara a dormir e acordar cedo. Seu pai lhe ensinara a aceitar a vida simples sem grandes pretensões ou reclamações. Apenas baixar a cabeça e seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após o quase café da manhã, ia até a frente da cabana sentar-se em uma cadeira de balanço tão velha quanto a cabana. Cabana esta que ajudou a construir a muito tempo atrás, um tempo incontável, assentando tijolos e batendo a terra do chão. Cabana que era seu único bem. Sempre acreditou que o homem só era dono daquilo que tivesse feito com as próprias mãos. Era um sujeito simples desde sempre, que se contentava com pequenos prazeres nos quais as outras pessoas não viam a menor graça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Balançando em sua velha cadeira companheira, Camilo olhava para o deserto que cobria a paisagem até onde a vista podia chegar. Não, na verdade apenas os olhos apontavam para as areias, mas ele enxergava a velha cidade da sua memória. Sua mente voltava até décadas atrás e reconstruía as casas e vielas agora engolidas pelas dunas e pelo tempo. A cada dia a areia entrava cada vez mais na sua cabana. A parede norte já estava coberta, cair era uma questão de tempo e azar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas ele não ligava. Camilo não ligava para nada que acontecesse no presente. Ele olhava em volta e via as crianças correndo e rindo e gritando e inventado novas brincadeiras cujas regras ninguém nunca iria compreender. Via uma de suas namoradas de juventude lhe sorrindo da janela, os longos cabelos claros refletindo o sol da manhã e aquele sorriso que ele desaprendeu a amar. Pessoas sentadas em pequenos bancos de praças conversando animadamente sobre assuntos que não dominavam. Um sol preguiçoso e recém-nascido que convida as velhas senhoras a saírem para a rua, deixando suas cabanas quentes devido aos tijolos não pintados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Apenas fantasmas de uma época incrivelmente distante onde a pequena cidade ainda estava de pé, e não afundada em lixo e areia. Todas aquelas pessoas foram lentamente morrendo ou indo em direção a cidades grandes, indo em direção ao progresso, caminhando até o futuro. Mas não importava para Camilo, ele escolheu esquecer isso e se refugiar na aurora da vida, quando ainda era jovem e podia correr só pra sentir o vento batendo no rosto, viver sem medo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Agora ele se via, caminhando pela rua principal, cumprimentando os novos e os velhos amigos, brincando com as crianças, fazendo pose para as meninas, tomando a cerveja que lhe ofereciam. O Camilo de hoje sorria para o Camilo de ontem, que retribuía a gentileza e o olhava fundo nos olhos. E o velho Camilo tão afundando em suas próprias lembranças, enxergava tudo com os olhos de antigamente, até mesmo a figura fúnebre da morte que acabara de parar ao seu lado. Ele a viu como sua mãe afável e doce, que o mandava entrar em casa, deitar na cama e finalmente dormir...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-4414016423929392952?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/4414016423929392952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/sobre-as-areias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/4414016423929392952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/4414016423929392952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/11/sobre-as-areias.html' title='Sobre As Areias'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-2750779280482485612</id><published>2009-09-13T16:03:00.002-03:00</published><updated>2009-12-23T00:29:41.454-02:00</updated><title type='text'>Onde Nascem as Rosas Selvagens</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Amor, hoje eu descobri onde nascem as rosas selvagens. Era uma dúvida que eu tinha a algum tempo. Não uma daquelas dúvidas urgentes, que precisam muito serem respondidas. Desde que tu me deu aquelas flores, naquele parque, naquele dia, eu penso nisso. Os últimos dias têm sido muito felizes, e eu acho que tudo isso é sua culpa querida. Os últimos dias têm tido um brilho diferente, e eu me acho muito ingênuo por pensar assim. A cerveja quente que eu tomo tem um gosto diferente. A música de discos riscados que eu ouço tem um som diferente. É tudo uma idiotice, não sou um cara tão sonhador assim. É tudo uma idiotice, mas não consigo pensar de outro modo. Ontem nós andamos de mãos dadas, e se eu pudesse, não largaria dos teus dedos nunca. Quero te contar as mais lindas mentiras, já que é impossível viver só de verdades. Mentiras que façam as coisas parecem maiores e melhores do que são. Quero te abraçar com braços fortes, que te prendam e te esquentem nessas noites molhadas de Setembro. Quero te beijar com uma trilha sonora ao fundo, uma orquestra em nossa homenagem. Quero muitas coisas, mas tenho certeza de poucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, hoje eu descobri onde nascem as rosas selvagens. Foi quando acordei. Abri os olhos e do meu peito brotava um buquê de rosas vermelhas, de espinhos grossos. Mas os espinhos não machucavam, nem as rosas me causavam estranheza. O peito transformado em jardim me parecia algo norma. Amor, hoje eu descobri onde nascem as rosas selvagens. Elas nascem de dentro dos apaixonados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-2750779280482485612?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/2750779280482485612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/09/onde-nascem-as-rosas-selvagens.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2750779280482485612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2750779280482485612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/09/onde-nascem-as-rosas-selvagens.html' title='Onde Nascem as Rosas Selvagens'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-208743800291396102</id><published>2009-09-03T22:45:00.002-03:00</published><updated>2009-12-23T00:20:35.154-02:00</updated><title type='text'>I'm The Man Who Loves You</title><content type='html'>&lt;div style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span style="color: silver;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;'&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #555555; line-height: 16px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;If I could you know I would&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt; Just hold your hand and you'd understand&lt;br /&gt;I'm the man who loves you'&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia; line-height: normal;"&gt;Wilco – I’m The Man Who Loves You&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 16px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Bom, eu não saberia dizer com certeza o que eu estou tentando te falar. Eu falaria de um jeito tímido, olhando para os meus sapatos, tremendo a voz, com o coração querendo abrir o peito, querendo pular longe. Até que não é algo lá muito complicado, seriam poucas palavras. Mas eu não sei me explicar com pouco argumento, nunca soube. Eu penso em te dizer isso toda vez que eu passo por uma praça. Toda vez que eu olho pela janela e está ventando. Toda vez que eu me deito numa noite fria. Não faz muito sentido, mas nessas horas eu fico fazendo monólogos, e acho todos eles perfeitos. Mas acabo nunca sabendo o que te falar. Tu me desarma. Tudo que eu sempre achei de mim mesmo, muda quando sinto teus olhos em cima de mim. Toda minha autoconfiança, meu senso de humor cínico, meu ar blasé. Tudo que eu faço questão de ser, acaba não fazendo a menor diferença se eu te vejo sorrir. Eu seria outra pessoa só pra ver o teu sorriso. Talvez seja muito dramático, mas sempre fui assim, exagerado. Eu me perco quando estou contigo. As ruas que eu conheço, viram locais totalmente diferentes, levando a locais que eu não sabia que existiam. Tu me faz perder a concentração. Eu caminho contigo, sem direção e sem falar nada, tomando muito cuidado pra não parar de respirar. Eu forraria as paredes do meu quarto com pôsteres teus, com fotos tuas. Se isso é obsessivo, foda-se. Já tentei falar isso centenas de vezes, mas a voz trancava, arranhando a garganta, e eu falava qualquer banalidade, qualquer idiotice. E tu ria, não sei se por causa do que eu falei, ou se por causa da minha cara de idiota. Não posso evitar de parecer um retardado quando eu te encaro. Eu nunca sei o que tu sente mesmo. Não faço idéia do que se passa atrás desse teu rosto lindo.  Me encho de dúvidas, o meu chão vira ar. O que não importa, pois tu acaba sempre me olhando de um jeito meigo, com pequenas rugas da testa, que me fazem perder a linha de raciocínio. E mesmo não sabendo como falar, eu quero falar. Por isso eu estou parado aqui agora. Na chuva, de noite, na frente do teu prédio. Eu quero gritar teu nome, te ver saindo no portão, pra segurar a tua mão, encher os pulmões de ar e dizer, com uma voz grave: Eu sou o cara que te ama.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-208743800291396102?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/208743800291396102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/09/im-man-who-loves-you.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/208743800291396102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/208743800291396102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/09/im-man-who-loves-you.html' title='I&apos;m The Man Who Loves You'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-4964623285160491735</id><published>2009-09-01T12:54:00.002-03:00</published><updated>2009-12-23T00:20:46.287-02:00</updated><title type='text'>Eu Nunca Quis Sangrar Teu Coração</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Os tênis entravam fundo na grama alta. Os sons de crianças brincando ao longe se misturavam com o vento que batia as folhas das árvores. Pensava que não seria feliz nunca. Sempre que as coisas se acertavam, sempre que tudo ia bem, ele dava um jeito de acabar com tudo. Devia ter algum mecanismo de auto-sabotagem, e isso lhe incomodava profundamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O pior é que se magoava e magoava aos outros, sem saber porque. Simplesmente fazia. Era assim desde sempre, e talvez fosse assim pra sempre. Às vezes, fazia esse tipo de coisa sem perceber, sem notar. Mas quando notava, vivia algumas noites péssimas, deitado num quarto escuro, gastando cds do Radiohead e do Joy Division. Noites de depressão, enfim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Era um domingo meio cinzento, cheio de nuvens com formas abstratas, daquelas que os namorados se divertem tentando adivinhar o que significam. O parque estava cheio. Eram férias de inverno. De inferno, pra ele. Tinha feito tudo errado de novo. Suas fundas olheiras roxas denunciavam isso. Provavelmente tinha machucado muito ela. Se sentia um merda. Se sentia uma bomba-relógio. Agora andava, para ver se a vontade de chorar ia embora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele era um cara emotivo. Apaixonado por tudo. Principalmente por ela. Mas não sabia lidar com isso, não sabia lidar com seus sentimentos. As coisas rodavam, nas suas mãos viravam facas, rasgando a todos que ele amava. O que sentia de bom acabava virando arma. Por isso andava sem rumo. Sentindo o vento gelado bater no rosto e invejando a felicidade alheia. É, o parque não tinha sido um bom lugar para pensar. Os casais sentados (todos perfeitamente felizes) nos bancos de pedra, lhe intimidavam. Pareciam gritar, perguntar porque ele não podia ser assim, igual a eles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Achou que devia ir para algum lugar mais calmo. O que sentia era tão forte que ficava quase físico, deixando um gosto amargo na boca. Será que ia deixar de ser assim um dia? Será que quando “crescesse” ia aprender a viver sem machucar ninguém? Pensava que nunca ia ser o que se esperava dele. Pra piorar, a faculdade vinha como um fantasma. Outra assombração era a imagem dela. Ela que chorou na noite anterior (e por toda a noite), quando ele não soube explicar o porque queria terminar o namoro. Mas isso, nem ele sabia. Não conhecia os motivos. Amava ela mais que tudo. Poderia se jogar na frente de um trem, de cima de um penhasco, se ela assim quisesse. Podia mesmo, mas achava que não dava mais pra viver ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Chegou ao laguinho do parque. Estava vazio. Todo mundo resolveu ficar no sol, e o lago era uma parte bastante sombreada e afastada do parque. Haviam grandes e antigas árvores por ali, com corações e nomes de amantes riscados em seus troncos. Algumas dessas árvores (e inscrições) eram mais velhas do que ele. Ele que achou que devia se desculpar com ela. Amarrar as pontas soltas. Não queria seu ódio. Ou ainda pior: sua indiferença. Se ela começasse a ignora-lo, ignorar suas mensagens, ignorar seus recados, ignorar sua presença. Se ela o ignorasse, ele ia morrer um pouco mais por dentro. Talvez literalmente. Como se pudesse ficar ainda pior...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Com a presença dela na sua cabeça sempre, tirou os tênis vermelhos, as meias rasgadas. Colocou-os com cuidado ao seu lado. Dobrou a barra dos jeans até acima das canelas. Mergulhou os pés na água fria, e um tanto quanto suja. Mergulhou os pés na água e sentiu a vontade chorar se afastar um pouco. E isso era o mais perto que ele poderia chegar de um sorriso naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-4964623285160491735?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/4964623285160491735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/09/eu-nunca-quis-sangrar-teu-coracao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/4964623285160491735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/4964623285160491735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/09/eu-nunca-quis-sangrar-teu-coracao.html' title='Eu Nunca Quis Sangrar Teu Coração'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5104240166532006477.post-2095275567301703168</id><published>2009-08-29T21:35:00.002-03:00</published><updated>2009-12-23T00:21:10.969-02:00</updated><title type='text'>Noite Para Relembrar</title><content type='html'>Ele nunca tinha se sentido tão só no mundo. Nunca. Nos quartos ao lado, seus pais dormiam, seus irmãos dormiam. E ele ficava acordado. Esperou a madrugada fechar, para poder terminar seu serviço. Do lado de fora da janela, vento. Um vento que gritava quando batia nas árvores velhas, desfolhadas. Do lado de dentro do garoto, confusão. Uma confusão que gritava, pedia pra sair, implorava. "Preciso me apressar", pensou.&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tirou a mala de cima do armário. Mala velha, puída, quase nunca usada. Abriu-a, passou um pano, tirou o pó. Preparou-a para abrigar suas poucas mudas de roupas. Duas calças. Cinco, seis camisetas. Cuecas. Meias. Alguns objetos (inúteis praticamente, vitais sentimentalmente). Sem perceber isso, como se fosse algo extremamente natural para aquele momento (e era), o garoto começou a chorar. Não um daqueles choros convulsivos, de gerar soluços e tosses, de lavar o rosto. Não, esse garoto não era disso. As lágrimas escorriam lentamente, uma por uma, em finas tiras, que se espalhavam verticalmente pelo rosto esguio e branco. Ele não notou que chorava nem quando pingos caíram por sobre suas roupas. Não notou, ou não quis notar (e isso é uma grande diferença).&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Andou calmo, lento e concentrado, para fora do quarto. Quatro passos para a esquerda no corredor. Abre a porta. Entra no escritório. Procura dentro da quinta gaveta da estante que fica a direita da porta. Acha o álbum de fotos. E se nesse momento, ele chorasse de um jeito desesperado, soltando alguns sons guturais, qualquer pessoa conseguiria entender. Escolheu algumas fotos – não muitas, ele achou que a família também tinha direito a suas lembranças impressas – e pela primeira vez em meses, desde que teve aquela idéia, vacilou. Pensou, em poucos segundos, que tinha que largar essas fotos de volta no álbum, jogar as roupas da mala de volta pro armário, ir de volta pra cama. De volta pra vida de sempre. Mas foi um daqueles pensamentos vagos, que acontecem em alta velocidade. E que se dissipam mais rápido ainda. Estava decidido, era guardar as fotos na mala (em algum bolso mais escondido, nunca as arriscaria) e abrir a porta daquela casa pela última vez em anos. Pela última vez em sempre, quem sabe.&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Não que não gostasse da família, longe disso. Mas sentia que jogava no lixo cada segundo da sua vida, vivendo daquele jeito. Acordando por acordar, ouvindo sempre as mesmas coisas sobre seu quarto, seu cabelo, suas notas. Não tendo nenhum motivo pra seguir em frente, só sobrevivendo ao passar dos dias, tinha tomado aquela decisão. Provavelmente não era algo do qual ele iria se orgulhar. Nem algo que as pessoas fossem entender. Mas no fim, não é sempre assim? Fazemos coisas que não gostamos, que podem (e provavelmente vão) ferir os outros, só porque alguma coisa diz que temos que fazer. Ele não sabia disso, só sabia que tinha que fazer logo. Já tinha deixado 17 anos escorrerem, não ia perdoar mais nenhum dia. Não tendo amigos fiéis, nem namorada, nem alguém com que ele se importasse, nada podia servir de freio. Só a família, talvez.&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Quatro passos à direita no corredor. De volta ao quarto. Guardou as fotos, se olhou no espelho. Olheiras fundas, de um roxo mórbido. Não dormia direito desde que tinha planejado isso. Suspirou um suspirou fundo, quase um uivo, daqueles de filmes de faroeste, na cena que o mocinho, de poncho, dorme no deserto. Então, caminhou pra fora do quarto, seu deserto. Ganhou o corredor, ganhou a sala, de contornos muito estranhos na escuridão da noite. E quando a mão desceu de encontro a maçaneta, ele voltou. Não que tivesse desistido. Só tinha sentido uma vontade de olhar a família de novo. Voltou lentamente, voltou a chorar. Entrou nos quartos, e foi muito corajoso em seguir em frente depois disso. Beijou a testa da mãe. Sentiu o peito se rasgar.&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Na sala, de novo. Na frente da porta. Porta aberta. Um sentimento muito estranho, algo novo, começou a correr nas veias. Aqueles segundos que ele levou pra descer as escadas foram os momentos mais ansiosos da sua existência. Cada pé que pisava fora dos degraus parecia levar séculos pra achar o próximo. Conseguiu chegar na calçada, a custo de alguns batimentos cardíacos histéricos. Já não chorava. Pelo menos não fisicamente.&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tirou o maço do bolso do jeans. Nunca tinha fumado antes, mas essa era um noite de revolução. Filtro na boca. Isqueiro na mão. Agora ele ia ser diferente, era o que queria. Caminhou em direção a esquina, sem olhar para trás. Se olhasse, provavelmente desistiria. Voltaria correndo pra dentro do apartamento que o abrigou por quase 11 anos. Preferia não arriscar, não olhar pro prédio de grades azuis, com sacadas na frente, pracinha ao lado. Caminhou em direção a esquina, ao ponto de táxi. Um único carro parado ali, motorista acordado (e provavelmente entediado), tomando um café e lendo alguma revista não identificável. Pornográfica, provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;-Pra onde vai guri? O garoto coça o queixo, quer parecer mais velho, quer parecer menos inseguro. -Ah, me leva na rodoviária... -Mas a essa hora?! Que ônibus tu quer pegar, guri? O garoto pensou que se fosse chamado de guri de novo, explodiria. –Nenhum em específico, a primeira coisa que aparecer. Não sabia porque tinha sido sincero. Era só um taxista, não interessava pra ele. –Sei... Também já pensei em fugir de casa. Mas bom, não tenho a ver com a tua vida, cada um na sua. Entra aí que eu faço o meu serviço.&lt;br /&gt;&lt;span style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O motor ligou, cortando o silêncio da rua escura e vazia. Era um dia quente de novembro, mas também era tarde demais pra qualquer atividade noturna naquela rua pacata, longe do centro. Qualquer atividade exceto uma fuga de casa. O garoto então, encostou a cabeça no vidro, vendo a paisagem ficar preguiçosamente, enquanto ele avançava. Pensou que a sua vida começava de verdade ali, dentro do táxi que cheirava a desodorizante, daqueles em formato de pinheiro, pendurados no retrovisor.. Que agora ele que tomava as próprias decisões. Tinha apenas uma vaga idéia de pra onde estava indo, e isso lhe agradava. Mas não sabia, que um dia no futuro, ele ia agradecer por falar português e poder pensar em "saudades" ... Com a cabeça encostada no vidro, o garoto fez forçar pra não chorar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5104240166532006477-2095275567301703168?l=algumasvalsas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/feeds/2095275567301703168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/08/noite-para-relembrar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2095275567301703168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5104240166532006477/posts/default/2095275567301703168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algumasvalsas.blogspot.com/2009/08/noite-para-relembrar.html' title='Noite Para Relembrar'/><author><name>Luis Felipe de Abreu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16069210960835044284</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_XbJPUC64SxY/TEEPaG4ZAAI/AAAAAAAAAIg/Mm06r01ngK4/S220/ft.PNG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
